As ilhas da costa sebastianense são uma página à parte no capítulo de suas belezas. As mais famosas são as que formam, junto a pequenas lajes, o Arquipélago de Alcatrazes, um santuário ecológico comparável Abrolhos. Ali milhares de aves marinhas se reproduzem anualmente e o arquipélago, localizado a 33 km da costa, é rota de baleias e outros animais marinhos durante sua migração sazonal. É um paraíso para mergulhadores.
Em direção ao sul do município ficam as outras ilhas, estas bem mais próximas da costa e caracterizadas em sua maioria por serem extensões de rica mata contornadas por costões rochosos. Toque Toque Grande e Toque Toque Pequeno ficam em frente às praias de mesmos nomes. De Boiçucanga, Camburi, Baleia, Sahy, Juquehy ou Barra do Una se alcança a Ilha das Couves, a Ilha dos Gatos, As Ilhas e Montão de Trigo. A única habitada por uma comunidade é o Montão. Nas Ilhas existe uma família de caseiros e nos Gatos e nas Couves não há moradores, apenas visitantes eventuais.
A mais distante da Costa é Montão de Trigo, que se alcança depois de cerca de quarenta minutos de barco. Ali vivem pescadores há dezenas de anos. As Ilhas ficam muito perto da Barra do Sahy e por isso são freqüentemente visitadas por barcos, cujos turistas aproveitam suas areias para um banho mais isolado. Há também a prática de surf e windsurf. A Ilha das Couves é pouco visitada, mas a Ilha dos Gatos tem uma história interessante: ali já existiu uma mansão totalmente construída em pedra por um americano - diz a lenda que era um testa-de-ferro de Rockfeller. A imensa casa foi equipada com louças finas e tinha uma biblioteca enorme. Com a morte de um dos donos foi sendo dilapidada aos poucos. Hoje a casa do caseiro, na beira da prainha construída artificialmente com explosões de dinamite, está abandonada. A casa grande é só ruínas e já foi tomada por imensas árvores. Mas não deixa de ser uma aventura curiosa e empolgante para um dia de sol.
Vale lembrar que no caso de querer visitar qualquer uma destas ilhas, certifique-se das condições de mar e tempo e de preferência vá guiado por algum caiçara ou agência turística. A região está voltada de frente para os perigosos ventos que vêm do sul e quando o tempo vira, um tranqüilo passeio pode virar um inferno.
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